sexta-feira, 21 de março de 2008

17 HUMBERTO MORAES DE VASCONCELOS


Em janeiro de 1983, o delegado de PF Humberto de Moraes Vasconcelos assumiu a Secretaria da Segurança Pública, dando seqüencia ao trabalho de Hélio Máximo. Ele morreu no dia 17 de março de 2005, em São Paulo, aos 57 anos de idade.
Vasconcelos ainda chegou a ser internado para uma operação de cateterismo quando, durante a cirurgia, sofreu um enfarto. O corpo de Vasconcelos foi trasladado para Itapeva, sua cidade natal, no interior de São Paulo para ser velado e sepultado no cemitério municipal.
Vasconcelos trabalhou na PF em Rondônia e foi secretário de Segurança no período de 1983 a 1984, na administração do coronel Jorge Teixeira.
Na gestão de Vasconcelos à frente da SSP de Rondônia foram criadas as delegacias especializadas – Delegacia de Menores (Demec), a Delegacia de Acidentes de Trânsito (DAT), a Delegacia de combate ao tráfico de drogas (DRE).
Foi construída a Academia de Polícia, no final da rua Amazonas. Na época o acesso era difícil por causa das péssimas condições de tráfego da única via de acesso.

PRIMEIRA TURMA

A primeira turma formada pela Academia, composta de 12 bacharéis, fez o curso de treinamento intensivo, com 40 dias de duração. A portaria 323, de 23 de setembro de 1983, assinada pelo então secretário Humberto Morais, apresenta pela ordem de classificação, os aprovados:
- Silvio Machado
- Francisco Esmone Teixeira
- Luiz Mário Araújo Bueno
- Wanderley Martins Mosini
- Georges Benatti
- Douglas Alves do Carmo
- Henry Anthony Rodrigues
- Jeová Benedito dos Santos
- Francisco de Assis Ramalho Araújo
- Mório Ikegawa
- Luiz Fernando Gemignani Mancebo, e
- Adão Caetano Gonçalves.



Em 03 de agosto de 1983, por determinação do Secretário de Segurança Pública Dr. Humberto (Vasconcelos) autorizou a 1ª Contratação a nível Estadual de dois (02) Peritos Criminais preenchidos após seleção, por PEDRO LUIZ MENDES e ORLANDO MÉDICI JUNIOR, os quais foram participar do X CURSO DE FORMAÇÃO DE PERITO CRIMINAL na ACADEMIA NACIONAL DA POLÍCIA FEDERAL em Brasília, retornando em 30/11/1983para desenvolverem suas atividades como Peritos Criminais, pioneiros no quadro do serviço público estadual do Governo de Rondônia.

Apartir de 06/01/1987 o Perito PEDRO LUIZ MENDES passou a responder pelo expediente do INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA da Polícia Civil nos impedimentos do titular, e efetivado em 23/05/1985 como o 1º Diretor da instituição pertencente ao quadro do serviço público estadual.

Com a dinâmica e visão do Dr. Humberto (Vasconcelos)a Polícia Civil tomou novo rumo, consequentemente somados aos outros pioneiros contratados levaram a população de Rondônia mais ordem e qualidade nas atividades policiais.



CONCURSO PÚBLICO

No dia 11 de janeiro de 1984, Vasconcelos, através da portaria 015, abriu as inscrições para candidatos à seleção ao cargo de agente de polícia civil, em todo estado.
Além da Capital, as inscrições foram recebidas pelas delegacias de Guajará-Mirim, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Pimenta Bueno, Vilhena, Espigão do Oeste, Rolim de Moura, Colorado, Cerejeiras e Costa Marques.
As inscrições se realizaram no período de 12 a 31 de janeiro de 1984. Eram 150 vagas para agente. O salário inicial era de Cr$ 160 mil, segundo entrevista que o secretário concedeu ao jornal ALTO MADEIRA, na edição de 25 de janeiro daquele ano.
O adjunto era Antônio Amaro da Silva e o diretor-geral da Polícia Civil, o delegado Claudionor da Silveira. Valdemar Cândido de Oliveira era o diretor do DEPOM. Antônio Wallace Pereira de Lucena era o chefe de gabinete.

Ainda em 1984, foram selecionados os candidatos para preencher as 50 vagas no quadro de delegados. Já era exigido desses candidatos o diploma de bacharel em Direito. A faixa salarial era de Cr$ 380 mil. O governo ainda contratou 30 vigilantes.
Em exposição de motivos encaminhada ao governador, a secretaria de Planejamento, Janilene Vasconcelos de Melo, no dia 13 de janeiro de 1984, argumentava que o desenvolvimento dos setores da economia rondoniense “despertava interesse no país como todo, dada a sua evolução notável, consequentemente exigindo do governo estadual constantes preocupações na manutenção da ordem e da paz social”. Ela ainda destaca o fluxo migratório como causa da evolução do Estado. Em outra parte, Janilene cita que na “estratégia de desenvolvimento, o setor de segurança pública é considerado como um dos prioritários, devido o papel importante a desempenhar dentro dos objetivos gerais e específicos, preservando a segurança de todos os cidadãos”.
A contratação de 150 agentes, 50 delegados e 30 agentes, observou Janilene em despacho, se fazia necessário para que a SSP acompanhasse o crescimento e atendesse a demanda de serviços que lhe eram pertinentes, ajustando a estrutura administrativa e recursos humanos capacitados para o desempenho das funções em toda extensão territorial do Estado.
No dia 10 de agosto de 1984, a Academia formou 41 agentes, em solenidade que Janilene representou o governo. Entre os formandos, estavam três mulheres, Marta Cristina de Souza Guedes, Sandra Lúcia Barbosa e Luzia Bernardo Jorge, constituindo-se em fato inédito na Polícia de Rondônia. O agente Luiz Paulo Fernandes leu o juramento, informa a edição do dia 11 de agosto de 1984, do jornal ALTO MADEIRA.
O II Curso de Delegados teve início a 16 novembro de 1984, na Academia de Polícia, com aula inaugural proferida pelo secretário Humberto Morais de Vasconcelos. O treinamento foi constituído de duas partes, teórica e prática.

COMPOSIÇÃO

Em 1983, a SSP contava com 1.300 funcionários, entre policiais e administrativos. A Capital tinha cinco delegacias distritais e nove delegacias especializadas: Polinter, DOPS, Jogos e Diversões, Homicídios, Entorpecentes, Patrimônio, Acidentes de Trânsito e Delegacia de Menores. Também foi implantado o Departamento de Polícia Especializada. Em 1985, através do decreto 2774, de 31 de outubro daquele ano, o governo definiu a composição do grupo ocupacional Polícia Civil: agente de polícia, agente penitenciário, auxiliar operacional de perito criminal, datiloscopista policial, delegado de polícia, escrivão de polícia, guarda de presídio, medico legista, perito criminal
Naquela época, existiam no interior 14 delegacias de Polícia: Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste. Rolim de Moura, Colorado do Oeste, Vilhena, Cerejeiras, Costa Marques e Guajará-Mirim. Na gestão do secretário Vasconcelos, foram criadas ainda a sub-delegacia de Itapuã do Oeste e iniciadas as obras de construção da Delegacia Regional de Vilhena. A SSP comprou carros tipo Caravam (Chevrolet) e Fusca, equipados com rádio VHF enquanto peritos criminais foram treinados em Brasília, na Academia Nacional de Policia.
Um dos crimes de repercussão ocorrido na gestão do secretário Vasconcelos deu-se no ano de quando a quadrilha do assaltante Índio, formada por quatro bandidos oriundos de Manaus, assassinou o diretor-adjunto da ASTER (hoje Emater-RO), Carlos Doneje. O latrocínio, roubo seguido de homicídio, foi resolvido nove dias dias de investigações com a prisão e confissão dos suspeitos. O delegado Pedro (Manoel Macedo) Marinho chefiava as investigações.

2 comentários:

malvina disse...

Em 03 de agosto de 1983, por determinação do Secretário de Segurança Pública Dr. Humberto (Vasconcelos) autorizou a 1ª Contratação a nível Estadual de dois (02) Peritos Criminais preenchidos após seleção, por PEDRO LUIZ MENDES e ORLANDO MÉDICI JUNIOR, os quais foram participar do X CURSO DE FORMAÇÃO DE PERITO CRIMINAL na ACADEMIA NACIONAL DA POLÍCIA FEDERAL em Brasília, retornando em 30/11/1983
para desenvolverem suas atividades como Peritos Criminais, pioneiros no quadro do serviço público estadual do Governo de Rondônia.
Apartir de 06/01/1987 o Perito PEDRO LUIZ MENDES passou a responder pelo expediente do INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA da Polícia Civil nos impedimentos do titular, e efetivado em 23/05/1985 como o 1º Diretor da instituição pertencente ao quadro do serviço público estadual.
Com a dinâmica e visão do Dr. Humberto (Vasconcelos)a Polícia Civil tomou novo rumo, consequentemente somados aos outros pioneiros contratados levaram a população de Rondônia mais ordem e qualidade nas atividades policiais.

malvina disse...

O Perito Criminal PEDRO LUIZ MENDES foi efetivado como o 1º Diretor do Instituto de Criminalística - IC no âmbito estadual a partir de 06/01/87 e nos impedimentos do Titular à época a partir de 23/05/1985.